Pantera Cor de Rosa

Pantera Cor de Rosa

Por Cristiane Santos e Lorenza Fagundes
Texto: Adaptado por Lorenza e Cristiane
Fotografia: Lorenza
Diagramação: Lorenza e Cristiane

De um apelido despretensioso surgido nos anos 1990 ao ca­ráter de “insulto” que foi adquirindo com o passar do tem­po, o termo “Patricinha” é amplo em significados e, como categoria do senso comum, parece designar um “target” de consumo entre as adolescentes brasileiras.

No popular, “Patricinhas” são meninas ri­cas (ou nem tanto), com cabelos sempre escovados, roupas e acessórios da moda, que cultivam a boa aparência e a forma física, gostam de grifes, são esnobes, frescas, “caretas”, críticas, consumistas e fúteis.

Nessa fase liminar entre a infância e a vida adulta, se comportam e se vestem de for­ma a se sentirem inseridas em um grupo, a sua “tribo”, e a se distinguirem na cena social, adotando modas, modos e estilos de vida percebidos como distintivos.

Mulheres que se preocupam em manter uma aparência física impecável, dentro de um padrão de moda mais comportado. Portanto, não se espera que uma “patri­cinha” seja transgressora, use roupas ou acessórios que possam colocar em dú­vida o seu “bom gosto”. As “patricinhas”, na verdade, gostam de impressionar pela harmonia e perfeição dos elementos que compõem a sua aparência física mas sem chamar a atenção.

A expressão “patricinha” foi cunhada pelo colunista Zózimo Barrozo do Amaral, em 1991, quando fez referência à matéria de capa da primeira edição da revista Veja Rio. Esta matéria falava sobre as novas socialites cariocas, dando destaque para Patrícia Leal, jovem empresária na épo­ca. Neste texto, não há qualquer referên­cia às “patricinhas”, mas a moças de boa família, comportadas, sem vícios, ricas e proeminentes na sociedade carioca. Zózimo, então, escreveu que, depois dos “mauricinhos”, a Veja Rio inventada as “patricinhas”. Logo em seguida, é lançado o filme Clueless, cujo título foi traduzido para “Patricinhas de Beverly Hills”. Distri­buído para todo o país, o filme passou a representar as adolescentes e jovens que tinham, ou desejavam ter, um estilo de vida parecido com aquele retratado pelo filme, das rich girls norte-americanas.

A partir daí, o termo “patricinha”, simpli­ficado mais tarde para “paty”, ganhou novos significados, chegando a ser uma categoria de acusação entre as adoles­centes.

Se considerarmos as “patricinhas legíti­mas” – há uma classificação na noção de “patricinha” -, o modelo típico ideal refere-se àquelas mulheres, de qualquer idade, que escolhem o mainstream da moda, pagando caro por ele. São as consumi­doras de grifes, especialmente. Agora, se pensarmos nas “patricinhas” que não são ricas, encontramos as consumidoras de marcas alternativas, mais baratas, mas que causam os mesmos efeitos que as grifes. Além disso, há o cuidado com os cabelos, que nunca podem estar desali­nhados – em geral são lisos e longos – e com o corpo em geral, o que leva ao con­sumo de maquiagem, cremes e outros produtos que tratam da beleza.

As patricinhas caminham contra a cor­rente do que é ser adolescente, já que sintetizam a imagem da menina compor­tada, totalmente integrada aos valores convencionais de um mundo adulto e, ainda por cima, nada tolerante com rela­ção a outros estilos de vida. Mas, se há um valor, externado por elas, naquilo que representam as “patricinhas”, é justamen­te a atenção dedicada à aparência física. Pois para elas estar sempre bonita é um passo para se ganhar novos amigos.

A cor rosa é uma cor extremamente feminina

A gente adora a cor pink, mas as vezes é difícil montar looks com ela sem ficar mui­to “carregado”. Nessa hora, vale uma regri­nha bem fácil: tons fortes como o pink pe­dem combinações com cores mais neutras.

Outra dica é apostar nos detalhes. Se você gosta da cor mas não tem cora­gem de abusar dela no look, invista em acessórios como uma faixa de ca­belo, um sapato, uma bolsa ou uma pulseira, por exemplo: pequenos to­ques já fazem toda a diferença no look!

Por outro lado, se você quiser um look totalmente pink, festas são as ocasiões perfeitas. É super comum ver celebridades arrasando no ta­pete vermelho em looks dessa cor.

Chiclete, pálido ou cereja. Os batons rosa­dos estão de volta e em muitas tonalidades que combinam com os vários tipos da bra­sileira. Com eles, você ainda cria looks que encaram o dia-a-dia e as noites de festas.

2 comentários
  1. Arrasaram. Essas fotos ficaram lindas, vocês sabem, né?

    BJu!

  2. Confesso que este site é o mais difícil de ser comentado… assim vou ler o post do Gustavo de novo, quem sabe não fico um pouco menos Ogro! rsrsrsrs…. mudo o texto do comentário o tempo todo…aiaiai…parabéns pelo trabalho!

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